sexta-feira, 20 de junho de 2008

NÃO SEl QUEM SOU, que alma tenho.

Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.

Sou variamente outra do que um eu que não sei se existe (se é esses outros).Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio.

A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenha.Sinto-me múltipla.

Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.

Como o panteísta se sente árvore [?] e até a flor, eu sinto-me vários seres.

Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens ou mulheres, incompletamente de cada [?], por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço.[ms. s. d.]

obs: este texto foi escrito por uma pessoa muito especial, que contribuíra para esse blog as vezes...

"na dúvida, pergunte, pra mim claro...RsRs" vai ser sempre assim!!!!

2 comentários:

Anônimo disse...

Profundissiiiiiimo!!!
lindo!

MARIA VIRGÍNIA disse...

Profundo e ao mesmo tempo superficial... Por ser... Recente... Carne viva... Rs... ='[